FOTOS VENCEDORAS
Foram declaradas as Fotos Vencedoras do Concurso “Fotografia NATUREZA MORTA“ que decorreu de 01 Junho 2025 a 15 Agosto 2025.
De entre um total de 27 Fotos foram selecionadas 10 Fotos e, por ordenação descendente, foram classificadas do 1º ao 10º Lugar. Cada uma destas imagens apresentam-se como variações contemporâneas da tradição da Natureza Morta, onde o quotidiano se transforma em metáfora da existência com composições que revelam que a beleza da matéria reside não só no que é abundante e vivo, mas também no vestígio, na passagem e no silêncio do tempo. Parabéns aos selecionados!
Classificação
1º Lugar
Numa mesa de madeira, o contraste é explícito: de um lado, a vitalidade — o verde intenso do brócolo, o brilho dos pequenos tomates, a firmeza do limão, alhos, cebola e romã; do outro, o testemunho do tempo — um ramo seco, sustentado por uma garrafa escura, desenha no ar a lembrança daquilo que já passou. Uma autêntica celebração da abundância e a consciência da sua impermanência. As cores vivas dos alimentos parecem querer vencer o fundo frio e rachado da parede, mas é este fundo que lhes dá sentido, lembrando que até o mais suculento fruto está condenado ao apodrecimento. A composição, equilibrada e frontal, ecoa a tradição pictórica barroca mas com a simplicidade contemporânea, transformando o ordinário em contemplação filosófica. Aqui, o quotidiano é elevado a símbolo, e cada elemento é testemunha da eterna dança entre vida e morte. Parabéns Filipe Correia!
Flipe Correia
2º Lugar
As peras são como atores, encenando uma parábola sobre existência. No chão, um pequeno grupo observa; ao centro, uma escada conduz até a um altar feito de livros envelhecidos, onde uma única pera ocupa o trono solitário. A humanidade é representada, mas inserida no universo da Natureza Morta, ganhando um valor simbólico: a ascensão da fruta representa a vaidade da vida, o desejo de elevação, mas também a fragilidade da glória que é apenas temporária. O fundo rachado, sombrio, recorda os cenários de vanitas barrocas, onde o tempo e a morte se insinuam nas fendas das paredes. A iluminação intensa sobre as peras contrasta com a penumbra envolvente, dramatizando a cena como se tratasse de uma peça de teatro. Esta fotografia não só dialoga com a tradição clássica como a reinventa, transformando simples frutos numa alegoria da condição humana. Parabéns Filipe Correia!
Filipe Correia
3º Lugar
Novamente sobre uma mesa de madeira, repousa, desta vez, um saco rústico de serapilheira, aberto como se fosse um ventre que expõe a sua fertilidade: hastes verdes, flores delicadas e folhas vigorosas emergem com vida, mas rodeadas pelo peso silencioso dos frutos secos espalhados no seu entorno. Uma coexistência entre o que ainda cresce e o que já se tornou em semente encerrada, num manifesto da essência da Natureza Morta. A luz, cuidadosamente dirigida, reforça o caráter contemplativo, como que cada sombra parecesse querer reter o instante. O fundo gasto, com texturas terrosas, acrescenta uma profundidade temporal, como se nos dissesse que tudo ali já foi e ainda o é. Uma metáfora da transitoriedade, lembrando que até a plenitude da vida repousa inevitavelmente no silêncio da morte. Parabéns Filipe Correia!
Filipe Correia
4º Lugar
Tozé Ferreira
5º Lugar
Filipe Correia
6º Lugar
Tozé Ferreira
7º Lugar
José Silva
8º Lugar
Filipe Correia
9º Lugar
Alice Gaspar
10º Lugar
Alice Gaspar
No âmbito do Top Autores, todas as Fotos foram pontuadas segundo o estabelecido nas Regras da Comunidade para Concursos, cabendo à Foto classificada em 1º lugar – 8 pontos | 2º – 5 pontos | 3º – 3 pontos | 4º – 2 pontos | do 5º ao 10º lugar – 1ponto.
A todos os Autores que participaram neste Concurso agradecemos a sua valiosa participação. Aos Vencedores endereçamos calorosos Parabéns!
Até ao próximo Concurso.
Equipa Olhares 2.

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