Tem 49 anos e é de Paredes, José Silva é inspetor de veículos automóveis, mas tem um gosto especial pela fotografia macro e de retrato. O seu talento foi reconhecido ao ser distinguido como fotógrafo do mês de Janeiro, com 20 fotografias selecionadas como “Escolha dos Editores” e 8 como “Destaque Público”, tendo ainda sido por três vezes o terceiro classificado na Foto da Semana e por uma vez em segundo lugar. No final do mês de janeiro, o José terminou com um total de 58 pontos!
Para dar a conhecer um pouco mais da visão fotográfica do José, decidimos fazer-lhe uma série de perguntas às quais ele gentilmente respondeu. Aqui está o resultado:
Pergunta: Como e há quanto tempo apareceu a fotografia na sua vida?
José: Desde muito novo que gosto de fotografia, mas tudo começou ao ver as imagens nos selos e nos postais dos correios, com fotos de animais e natureza. Foi assim que comecei a tentar fotografar o que me rodeava.
Inicialmente comecei a fotografar em analógico, com uma Fujifilm, em que utilizava negativos e positivos para fazer slides para projeção.
Com o surgimento da fotografia digital, comprei uma pequena Olympus e comecei a fotografar no Campeonato de Trial 4×4. Com a evolução da fotografia, senti também a necessidade de evoluir. Experimentei a Casio Pro Exilim, mas foi nas reflex da Canon e da Nikon que descobri o poder da fotografia, principalmente na fotografia macro e de retrato.
Pergunta: Atualmente, a maioria do seu trabalho fotográfico centra-se na fotografia macro e no retrato. Qual destes géneros surgiu primeiro no seu percurso: o retrato ou a macro? Como foram os seus primeiros passos em cada um deles e que fatores ou estímulos o levaram a dedicar-se quase exclusivamente a estes tipos de fotografia?
José: Sempre adorei a natureza e é na fotografia macro que me sinto mais realizado, pois nunca tive qualquer formação em fotografia e foi através da macro que evoluí. Adquiri técnicas próprias para fotografar na natureza sem a prejudicar. Sou também um membro ativo na defesa e proteção da nossa biodiversidade, o que faz com que a procura pela natureza seja enriquecedora, tornando-se uma forma de escape ao stress do dia a dia.
Comecei na fotografia macro por fotografar gotas de orvalho, porque gosto da forma como os reflexos se comportam. Mais tarde reparei na beleza dos insetos e na sua complexidade, sendo eles a base de toda a vida.
Sempre tive paixão pela fotografia de retrato, especialmente pelo retrato expressivo, onde se capta o momento e o sentimento único que não se repete. Desde que comecei na fotografia que faço retratos, pois mesmo que a foto não seja excelente, o momento fica.
Pergunta: Qual é o material fotográfico que utiliza hoje em dia para esses tipos de fotografia?
José: Como não gosto de editar, escolho o material em função de cada foto. Na fotografia macro utilizo essencialmente a Canon 5D Mark IV com a lente Canon 100 mm macro, embora por vezes utilize outras lentes com o adaptador Raynox DCR-250 Conversor Macro.
Para fotografia de retrato também utilizo a Canon 5D Mark IV, mas com a lente Canon 24–70 mm f/2.8. No entanto, dou prioridade à Nikon D750 com a lente Sigma 135 mm f/1.8, pois garante um melhor bokeh e cor. Utilizo preferencialmente luz natural, mas quando necessário recorro ao flash Nikon SB-500 e ao Godox Flash Speedlite V100 para Canon.
Pergunta: Das suas fotos que foram distinguidas no nosso site durante o mês de janeiro tem alguma preferida ou que tenha alguma história mais curiosa que queira partilhar?
José: Cada foto é especial, mas a foto que publiquei no dia 3 de janeiro, à qual dei o título de “Esperança”, tem um significado especial. Trata-se de uma borboleta cauda-de-andorinha que nasceu dentro de uma caixa, da qual eu a resgatei e coloquei em liberdade. Essa borboleta, já em liberdade, voltava sempre para mais uma foto.
A natureza retribui o bem que lhe fazemos. É por isso que devemos cada vez mais ajudar a natureza e permitir que ela evolua. Essa é a minha esperança.
Pergunta: Que conselhos você daria a quem está a começar no mundo da fotografia ou para quem esteja a tentar levar a sua fotografia para o próximo nível? Pode dar alguns conselhos de como fotografar tanto macro como retratos?
José: O melhor conselho a dar neste mundo fantástico da fotografia é apenas um: “Uma boa fotografia é tirada com os olhos da alma”.
Não tenho qualquer formação em fotografia e foi com a experiência adquirida ao longo dos anos que aprendi algumas formas de fotografar. Cada fotógrafo tem de dar valor ao seu olhar pessoal, à forma como vê as coisas, porque cada fotógrafo é único e as fotos não são réplicas; são arte que capta momentos e memórias.
Na fotografia macro na natureza, aconselho sinceramente que a respeitem, pois serão recompensados. E não tenham medo de errar, porque só com a experiência se evolui.
Fim
Podem ver a GALERIA do José Silva no nosso site, bem como na sua Página de INSTAGRAM.
Até já.


Envolve-te!
Comentários