Tem 49 anos e é de Nisa, Luís Paralta é economista mas tem um gosto especial pela fotografia de paisagem. O seu talento foi reconhecido ao ser distinguido como fotógrafo do mês de dezembro, com 19 fotografias selecionadas como “Escolha dos Editores” e 10 como “Destaque Público”, tendo ainda sido distinguido como vencedor da foto da semana de 14 a 20 de dezembro. No final do mês de Dezembro, o Luís terminou com um total de 54 pontos!

Para dar a conhecer um pouco mais da visão fotográfica do Luís, decidimos fazer-lhe uma série de perguntas às quais ele gentilmente respondeu. Aqui está o resultado:

Pergunta: Como e há quanto tempo apareceu a fotografia na sua vida?

Luís: Fotografo há um pouco mais de 20 anos. Quando terminei o curso, em 2004, ofereceram-me uma Nikon D90. Como todos os anos fazia uma viagem com o meu padrinho, comecei a levar a máquina para documentar as viagens. Foi assim até sensivelmente 2017.

Nessa altura começaram a dizer que eu tinha algum jeito para as fotos e, como a nível de trabalho o nível de stress começava a aumentar, comecei esporadicamente a fotografar a natureza para tentar desanuviar dos números, contas, etc., do trabalho.

Nessa fase comecei também a interessar-me pela forma como se editava a fotografia, vendo no YouTube alguns métodos de edição e composição. Acabei por trocar a D90 por uma Fujifilm X-T2 e começar a brincar com o Lightroom, dando mais alguma importância à fotografia como forma de “fechar” a porta do trabalho no dia a dia.

Depois, para além dos passeios anuais com o meu padrinho, experimentei um phototour e, a partir daí, o bichinho pegou.

Basicamente, foi assim o meu início.

Pergunta: Qual é o material fotográfico que utiliza hoje em dia?

Luís: Entretanto troquei a Fuji pela Sony. Tenho uma Sony A7R V, com as lentes 16–35 GM, FE 24–105 mm e FE 100–400 mm.

 Pergunta: Para além da fotografia de paisagem, natural e urbana, tem-se dedicado também à fotografia de alta velocidade com líquidos coloridos. Como é que este tipo de fotografia surgiu no seu percurso?

Luís: Este tipo de fotografia surgiu ao pesquisar no YouTube por fotógrafos, para ver como editar e compor (como tinha referido anteriormente), e numa dessas pesquisas vi algumas edições e explicações de como eram tiradas as fotos.

Como o meu trabalho muitas vezes não permite sair para passear, viajar ou aproveitar os fins de semana para a fotografia (como gostaria de fazer mais vezes), comecei então a tentar fotografar em casa sempre que não tinha disponibilidade para sair.

Como se costuma dizer, se Maomé não vai à montanha, vai a montanha a Maomé, e assim arranjei um mini estúdio para praticar fotografia de alta velocidade com gotas de água.

Com a COVID-19, isto acabou por ser um escape para os tempos passados em casa e tentei, com mais afinco, aperfeiçoar as técnicas deste tipo de fotografia.

Pergunta: Das suas fotos que foram distinguidas no nosso site durante o mês de dezembro tem alguma preferida ou que tenha alguma história mais curiosa que queira partilhar?

Luís: Não tenho uma favorita, mas tenho uma que representa, acho eu, o melhor tour fotográfico que fiz, no caso às ilhas Lofoten: a cabana vermelha no meio da neve, que publiquei no dia 29 de dezembro.

Não só pela foto em si, mas pela experiência — as condições climatéricas únicas, mas muito frias, os companheiros e companheiras de viagem, o espírito de camaradagem, os locais que visitámos e os spots fotográficos extraordinários — tudo isso culminou num conjunto de imagens e sensações que mais gostei de fotografar. Só foi pena ter sido pouco tempo.

No dia seguinte à nossa chegada a Lisboa deu-se o encerramento devido à COVID-19. Quase que ficámos lá mais uns tempos.

A c a b a n a - Luís Paralta

Pergunta: Que conselhos você daria a quem está a começar no mundo da fotografia ou para quem esteja a tentar levar a sua fotografia para o próximo nível?

Luís: Esta pergunta é difícil. Não sei se me considero fotógrafo; vejo-me mais como um curioso no seu hobby. Pela minha experiência, o que considero importante para ir evoluindo é aproveitar o momento quando saio para fotografar, fazer o que gosto e como gosto, sem influências externas. Ou seja, não fotografar com o intuito de “agradar” aos outros, mas sim aquilo que estou a ver no momento e que me agrada a mim.

Apesar disso, aceito críticas, desde que sejam construtivas, porque também nos alertam para algum tipo de falha ou para melhorias que possam existir. Por fim, sigo e acompanho o trabalho de alguns fotógrafos, quer nas suas páginas na internet quer no YouTube, que me ajudam a olhar para o que vejo de outra forma. São exemplos como Mads Peter Iversen, William Patino ou Adam Gibbs, entre outros.

Sempre que posso, adquiro algumas “aulas” de alguns deles, onde abordam a forma de compor, editar, etc. Mas penso que o processo acaba por ser muito pessoal e não sei se aquilo que faço poderá servir de exemplo para outros.

Fim

Podem ver a GALERIA do Luís Paralta no nosso site, bem como na sua Página de INSTAGRAM.

Até já.

Envolve-te!

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